segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos

Bastou apenas um pecado para que Adão e Eva fossem expulsos do paraíso. Tudo corria bem até o dia em que a serpente se apresentou a Eva e pôs em dúvida a palavra de Deus. A ordem expressa de Deus era para que ambos  não comessem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal , pois se dela comessem certamente morreriam (Gêneses 2.16,17). Não se sabe que espécie de fruto era, mas, sem dúvida, era um belo fruto, de aparência desejável. Decerto, aquele fruto não era envenenado e não havia nele sustâncias destrutivas. Acredito que aquele fruto era como os outros - perfeito em sua essência. Deus em sua soberania, poderia ter escolhido qualquer outra árvore do jardim para provar nossos primeiros pais, no entanto, Ele escolheu a que ficava no meio.

A árvore do conhecimento do bem e do mau era para provar Adão e Eva. Eles podiam sem limites se deleitarem com o gosto saboroso de todos os frutos do jardim. Quando sentissem vontade poderiam estender suas mãos e comer do que quisessem livremente. Só existia uma proibição que, julgamos seria simples e fácil de obedecer: não comer do fruto da árvore que estava no meio do jardim. Parecia ser tão fácil obedecer essa ordem. Mas não foi. Enganada pela serpente, Eva comeu do fruto e ainda deu para Adão, seu marido. A partir daí, consequências esmagadoras afetaram toda a criação de Deus. Outrora, quão agradável era aos ouvidos de Adão e Eva ouvir Deus chamar; porém, depois do pecado, foi algo amedrontador!

Um pecado apenas foi o bastante para que esse casal fossem expulsos do paraíso. Só um pecado. Eles não tiveram uma segunda chance; não foi permitido que eles ficassem no jardim com a condição de não cometerem o mesmo erro uma segunda vez. Eles foram justamente julgados e perderam o privilégio que antes tinham de desfrutarem da plenitude da comunhão com Deus, tudo porque cometeram o pecado da desobediência. Deus disse expressamente: não comam. Mas, deliberadamente, eles comeram. A concupiscência dos olhos, a concupiscência da carne e a soberba da vida falaram mais alto. O desejo de comer aquele fruto formoso foi mais intenso que o dever de obedecer a palavra de Deus. Até o presente momento, a raça humana e toda a criação de Deus, enfrentam as consequências desse real acontecimento.

Atualmente não é nem um pouco diferente. Quão numerosos são os nossos pecados. Temos a palavra de Deus que é vida, que nos ensina o caminho da reta justiça de Deus; temos em nossas mãos as Escrituras; a Escritura revela as diretrizes para viver de forma que agrada a Deus. Temos ordens claras para não pecarmos, mas, à semelhança de Adão e Eva, desprezando e duvidando da palavra de Deus, nos entregamos ao pecado. Um pecado apenas é suficiente para nos mandar direto para o inferno. Se não fosse a infinita misericórdia de Deus, a humanidade hoje não existiria. Ouso dizer que todos nós, neste exato momento, estaríamos rangendo os dentes no inferno eterno se não fosse pela grande misericórdia e outros atributos de Deus. 

''As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos'' (Lamentações 3.22)

O amor e a misericórdia de Deus fez com que ele enviasse seu filho Santo, imaculado e sem pecado para morrer por uma humanidade cega e depravada que nenhum bem fez senão mau. Nada fizemos de bom para merecermos a salvação, a graça e a misericórdia de Deus. Apesar de pecarmos não uma e nem duas, mas muitas e muitas vezes, Deus quis usar de misericórdia para conosco. Jesus foi enviado e morreu por nossos pecados. A barreira que antes nos separava de Deus foi desfeita e deu lugar a reconciliação. Fomos reconciliados com Deus mediante o sacrifício de Cristo na cruz. Antes estávamos todos debaixo da ira, hoje, temos paz com Deus mediante a Cruz. Isto é, aqueles que são iluminados e aceitam o sacrifício de Cristo; pois aqueles que o desprezam permanecem debaixo da santa ira de Deus e estão condenados ao inferno se não se arrependerem dos seus pecados.

O Espírito Santo foi enviado para habitar em cada crente. Por Ele somos guiados em toda a verdade. Sendo controlados por ele não resta espaço para a carne atuar. Eva não resistiu à tentação; porém nós, auxiliados e fortalecidos pelo Espírito de Deus, conseguiremos resistir às tentações. A única forma de não sermos seduzidos pelo engano do nosso coração, pelas concupiscências e pelo diabo, é nos enchermos do Espirito. A Bíblia diz em Efésios 5.18: ''[...] Enchei- vos do Espirito'' . E em Gálatas 5.16 diz: ''Digo porém: Andai em Espirito e não cumprireis as concupiscências da carne''. 

Se não nos enchermos diariamente do Espírito seremos alvos fáceis. Cairemos no engano facilmente, assim como a nossa primeira mãe, se desprezarmos a Palavra de Deus e nos voltarmos para as coisas seculares. Se não quisermos ser vencidos devemos nos encher do Espírito. Se quisermos forças para resistir ao tentador precisamos nos encher do Espírito. 
O pecado só tem êxito na vida daqueles que desprezam a Deus, e como são grandes as consequências geradas pelo pecado, sendo a principal e mais terrível consequência, a morte eterna.

''Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo  Jesus, nosso Senhor'' (Romanos 6.23)
Sigamos a recomendação do Apóstolo Paulo em em nos encher do Espírito; se a nossa mente estiver cheia da Palavra, não cairemos nas mentiras de Satanás. 

Não merecemos absolutamente nada. Se Deus quisesse nos castigar imediatamente por causa dos nossos pecados, não seria injustiça da parte d'Ele. Como agradecer a Deus por seu infinito amor e pela salvação que Ele nos tem dado?

''Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom, porque as suas misericórdias duram para sempre'' 
(Salmos 136.1)

Priscila Gomes

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